
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o personagem central do ato de 7 de Setembro na avenida Paulista, em São Paulo. O pastor Silas Malafaia, organizador do evento, disse à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo que fará uma defesa pública do magistrado.
O religioso afirmou que vai “centrar fogo em Lula, [no ministro do STF] Alexandre de Moraes e [no procurador-geral da República, Paulo] Gonet” e pedir que os três deixem seus cargos. Ele anunciou que concentrará seu discurso na disputa envolvendo Mendonça e Moraes.
“Vou mostrar a trama que está em curso no STF para explodir o André Mendonça. Não vou fazer defesa religiosa. Vou mostrar o que estão fazendo para detoná-lo, e o que está por trás de tudo isso”, disse.
O pastor disse que não pretende “caluniar nem difamar” magistrados ou pregar “a desmoralização do STF”. Ele disse que vai alertar os ministros sobre os “perigos de uma Suprema Corte enfraquecida” e acrescentou: “não queremos vingança, mas Justiça”.

Ricardo Nunes prepara camisetas com mensagem de apoio
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), mandou produzir dez camisetas verde-amarelas para distribuir a participantes do ato. As peças trazem as frases “Força Mendonça” e “Oramos por você!”.
Em vídeo no qual filma as camisetas, Nunes dirige uma mensagem ao ministro: “É isso aí, André Mendonça. Estamos com você”. A manifestação ocorre após uma troca pública de acusações e divulgação de documentos entre integrantes do STF.

Na semana anterior, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que detalha a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes divulgou relatórios de inteligência da PF que acusam Mendonça de selecionar alvos, tentar conduzir investigações e interferir em tratativas de delação premiada.
Os documentos divulgados por Mendonça tratam do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e de mensagens trocadas por Moraes e Vorcaro antes da primeira prisão do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025. Nos registros, Vorcaro mencionou reuniões sigilosas entre Banco Central e PF e pediu ajuda para localizar inquéritos contra ele; Moraes enviou respostas em mensagens de visualização única que a PF não conseguiu recuperar.