Por que Michelle não irá ao ato de Flávio Bolsonaro na Paulista

Michelle e Flávio Bolsonaro. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não participará do ato convocado por Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela permanecerá em Brasília para acompanhar os cuidados de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, segundo a revista Veja.

Flávio esperava a presença da madrasta no evento, que marcaria a estreia dela em seu palanque após desavenças entre os dois. A restrição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a permanência de outras pessoas na residência de Jair Bolsonaro pesou na decisão.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar no processo sobre a trama golpista ligada aos ataques de 8 de Janeiro. Michelle tem permanecido ao lado do ex-presidente em Brasília desde a imposição da medida.

A direção do PL espera que a ex-primeira-dama participe, até o primeiro turno, de atos da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. Flávio é apresentado pelo partido como candidato à Presidência da República.

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, candidatos a presidente e vice-presidente pelo PL. Foto: Reprodução

Ato de 7 de Setembro mira mobilização bolsonarista

O senador convocou apoiadores para o comício de 7 de Setembro na Avenida Paulista. A concentração está marcada para as 15h, com mobilização de políticos e lideranças religiosas.

As convocações divulgadas pelo PL trazem os lemas “Fora, Lula, Fora, Moraes”, “É agora ou nunca” e “Vamos juntos resgatar o Brasil”. O partido pretende reunir ao menos 100 mil pessoas no protesto.

A campanha de Flávio trata a manifestação como um teste da capacidade de mobilização do bolsonarismo. O senador aparece atrás do presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto mencionadas pela campanha.

O evento ocorre em meio à repercussão de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, preso no caso Banco Master, e de diálogos entre o ex-banqueiro e Moraes. A estratégia do PL também prevê reforçar candidaturas de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) ao Senado por São Paulo, com foco em pedidos de impeachment no Congresso.

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