Além de turbinar a campanha de Flávio Bolsonaro, os atos da direita neste 7 de Setembro usarão como mote a recente crise no STF, com foco nas mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Além da oposição a Lula, “Fora, Moraes” e pedidos de impeachment contra o ministro devem formar as bandeiras dos atos desta segunda-feira.
Na manhã deste domingo (06), véspera do feriado, Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo com apoiadores e voltou a convocar a manifestação marcada para a Avenida Paulista, em São Paulo, às 15h. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, também confirmou presença e vem defendendo que a mobilização popular aumente a pressão sobre o Senado.
Na Paulista, o ato terá como principais lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. Durante a transmissão, o candidato apresentou a manifestação como um “chamado de Deus” e uma missão deixada por seu pai, Jair Bolsonaro.
A cúpula do PL aposta que o desgaste de Moraes tende a beneficiar diretamente Flávio Bolsonaro na disputa à Presidência. A avaliação é de que a crise no STF também trouxe novo motor para ampliar a participação nos atos de 7 de Setembro, reacendendo a bandeira de impeachment de Moraes.
A retirada do sigilo por Mendonça das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, seguida do pedido de Moraes para investigar André Mendonça por possíveis irregularidades na condução de investigações, deram novo impulso à pauta já recorrente do discurso bolsonarista, de ataque ao ministro, associado pela oposição a Lula.
O presidente Lula, por outro lado, vem procurando manter distância do embate entre os ministros e evitar que o caso seja incorporado à sua campanha. Mas, para a oposição, a associação entre Moraes e Lula é chave estratégica para a mobilização e discursos de campanha.
E Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro e que angariou forte apoio público do eleitorado bolsonarista, setores evangélicos e dos próprios Bolsonaro nesta semana, deve figurar como “homenageado” durante os atos.