
O presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, fez uma declaração enfática a Lula neste sábado (5), durante a visita do presidente à instituição em Barretos. Ao falar sobre as políticas federais para ampliar o acesso a especialistas e reduzir filas no SUS, Prata afirmou que as medidas adotadas pelo governo estão permitindo oferecer à população mais pobre tratamentos antes muito mais acessíveis a quem podia pagar pela medicina privada.
Prata citou a experiência de duas décadas da instituição e a integração com a política comandada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O programa federal, oficialmente chamado Agora Tem Especialistas, amplia consultas, exames e cirurgias pelo SUS por meio também de instituições privadas e filantrópicas. O Ministério da Saúde informa que já foram formalizados R$ 1 bilhão em créditos com 259 instituições, com previsão de mais de 600 mil procedimentos em 21 estados.
O dirigente disse que o efeito já começa a aparecer em municípios onde pacientes aguardavam seis meses ou até um ano por biópsias e exames necessários à confirmação de diagnósticos. “Tem lugares que não existe mais fila em curto prazo de tempo com esse projeto”, afirmou. Na sequência, dirigiu-se a Lula: “O pobre não vai morrer na fila mais neste país pelas atitudes inteligentes e humanas do ministro Padilha”.
Enquanto uns fazem de Barretos palanque na Festa do Peão, Lula volta à cidade e recebe o apoio de Henrique Prata, presidente da maior rede de hospitais de câncer do país:
“Todos querem saber como é ter o coração do presidente Lula: é quando você faz para o pobre o mesmo que… pic.twitter.com/xLudMDwCW3
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 5, 2026
Prata resumiu a ideia que, segundo ele, orienta a parceria com o governo: “fazer para os pobres o mesmo que existe na medicina para os ricos”. A frase acompanhou a apresentação da nova estrutura do DREAM, que deverá dobrar a capacidade de atendimento em reabilitação do Hospital de Amor e reunir, no mesmo complexo, terapias, internação e suporte cirúrgico.
A fala teve um componente pessoal incomum. Prata disse estar diante de Lula em nome da família e dos cerca de 9 mil colaboradores da instituição, desejou “saúde plena” ao presidente e concluiu: “O senhor tem que ter certeza de que todos nós te amamos”. Não houve, no trecho, pedido de voto ou declaração formal de apoio eleitoral.
O contexto institucional também é relevante. O discurso ocorreu numa agenda oficial do presidente da República em Barretos, e não no comício da campanha. Lula, que disputa a reeleição, seguiu depois para São José do Rio Preto para um evento eleitoral com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.
A distinção não elimina o peso político da cena. A saúde é uma das vitrines que Lula leva à campanha num momento em que permanece na liderança dos levantamentos nacionais de primeiro turno.