O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado (5) o fortalecimento do SUS e das políticas públicas de saúde durante visita ao Departamento de Reabilitação Moderna do Hospital de Amor, em Barretos (SP).
Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula afirmou que o Estado deve garantir atendimento digno à população, independentemente de renda.
“É assim que a gente tem que tratar as pessoas humildes: com respeito e com decência, porque a vida é igual”, disse o presidente. Ele também elogiou a atuação do Hospital de Amor no atendimento oncológico e na reabilitação de pacientes.
Lula citou iniciativas de seus governos, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o programa Farmácia Popular, e associou essas políticas à redução de mortes evitáveis.
“É preciso que haja o braço do Estado brasileiro”, afirmou.
O presidente destacou ainda a necessidade de encurtar as filas por consultas, exames e tratamentos especializados, sobretudo nos casos de câncer. Segundo ele, o objetivo é assegurar que pacientes diagnosticados iniciem o cuidado em até 30 dias, pois “a doença não espera”.
Lula recordou o próprio tratamento contra um câncer na garganta para defender que usuários do SUS tenham acesso aos mesmos equipamentos disponíveis na rede privada. “A mesma máquina que faz o presidente Trump, dos Estados Unidos, a mesma máquina que faz o presidente Xi Jinping, da China, é a radioterapia que você vai fazer”, declarou.
No discurso, o presidente afirmou que o SUS realiza 99% dos transplantes feitos no país e citou a compra de equipamentos de radioterapia. Também disse que o governo pretende instalar centros de recuperação para pacientes com câncer em cidades com mais de 150 mil habitantes.
“O SUS é uma das obras-primas da saúde mundial. Quem não conhece o SUS precisa conhecer”, afirmou Lula. Ele sustentou que o sistema brasileiro oferece uma rede pública de atendimento inexistente, para a população pobre, até mesmo nos Estados Unidos.