
A Polícia Federal apura ameaças de morte e estupro corretivo enviadas à vereadora de Natal e candidata a deputada federal Brisa Bracchi (PT). As mensagens chegaram a endereços de email pessoais e institucionais da parlamentar na terça-feira (01).
Os emails traziam conteúdo misógino, LGBTfóbico e violento. Uma das mensagens descrevia o crime em detalhes, indicava uma data para a execução das ameaças e fazia referência a uma transmissão ao vivo.
“Eles verão exatamente por que homens são criaturas superiores destinadas a governar enquanto mulheres servem apenas como estoque de reprodução”, dizia um dos textos recebidos pela vereadora.
Uma segunda mensagem continha dados pessoais e sigilosos de Bracchi e de seus familiares. Um nome na assinatura do material coincide com o de um homem associado a grupos neonazistas e preso por crimes violentos, mas não há confirmação de que ele tenha enviado os emails.

O mandato de Bracchi preservou as mensagens e encaminhou o material à Polícia Civil, que abriu investigação. A apuração busca identificar a origem dos emails e os responsáveis pelas ameaças.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte recebeu comunicação sobre o caso por meio da Ouvidoria da Mulher. O Ministério Público Eleitoral encaminhou o episódio à Polícia Federal.
O Ministério das Mulheres e a governadora Fátima Bezerra (PT) também foram informados. Segundo o mandato da vereadora, a governadora determinou rigor nas investigações.
A equipe de Bracchi afirmou que tratará o episódio como caso policial e de violência política de gênero. A parlamentar disse que manterá o mandato na Câmara Municipal de Natal e a campanha para a Câmara dos Deputados.