A retomada dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã deixou novas vítimas civis no país. Bombardeios na noite de terça-feira (2) mataram 18 pessoas e feriram outras 108, segundo o Ministério da Saúde iraniano.
Em Kuhistik, no sul do país, uma das explosões ocorreu perto de um casamento: quatro pessoas morreram e 67 ficaram feridas, segundo o Crescente Vermelho iraniano. Vídeos e fotos divulgados pela entidade mostram uma casa danificada, com um grande buraco no telhado, além de uma torre de energia derrubada.
O ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque dos Estados Unidos como “crime de guerra”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com as mortes de civis e citou especificamente o ataque nas proximidades da celebração.
Em nota, seu porta-voz, Stéphane Dujarric, pediu a interrupção imediata das operações militares e lembrou que os envolvidos no conflito devem respeitar as regras do direito humanitário internacional.
O novo ataque ocorre meses depois do bombardeio a uma escola de meninas em Minab, que matou 160 pessoas no primeiro dia da guerra. O Pentágono ainda não apresentou o resultado da apuração sobre aquele episódio. Fontes ouvidas pela Reuters disseram que os EUA podem ter usado dados de localização desatualizados.
Levantamento da agência iraniana HRANA contabilizava, até 7 de abril, 3.636 mortos desde o início da guerra, incluindo 1.701 civis. Os mortos e feridos desta terça-feira ainda não estavam incluídos no balanço.
O Irã respondeu aos ataques com mísseis e drones contra instalações dos Estados Unidos no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque. O Exército kuwaitiano informou ter interceptado novos projéteis e drones na madrugada desta quinta-feira (3).