Astro de Hollywood diz que EUA são governados pelas “pessoas menos capacitadas”

George Clooney no Festival de Cinema de Veneza
George Clooney no Festival de Cinema de Veneza. Foto: Reprodução

O ator americano George Clooney afirmou nesta quarta-feira (02), durante uma coletiva no Festival de Cinema de Veneza, que os Estados Unidos talvez estejam sob uma “caquistocracia” no governo do presidente Donald Trump. O termo, conforme a definição apresentada pelo próprio artista, descreve um país governado pelas “pessoas menos capacitadas”.

“Há uma grande palavra, caquistocracia, que é um país governado pelas pessoas menos capacitadas. Acho que talvez tenhamos uma caquistocracia agora”, declarou Clooney. Ao comentar a situação política americana, ele afirmou que o país atravessa “tempos difíceis”, mas acrescentou: “Mas vamos superar isso”.

O ator disse esperar mudanças por meio das próximas disputas eleitorais. “Teremos eleições em novembro (…) e depois, com um pouco de sorte, em 2028 recuperaremos alguma normalidade”, afirmou, em referência às eleições legislativas de meio de mandato e à próxima eleição presidencial.

Clooney, de 65 anos, participou da abertura do Festival de Veneza para receber um Leão de Ouro honorário pelo conjunto da carreira. A crítica ao governo Trump ocorreu durante a entrevista coletiva ligada à homenagem concedida pelo evento italiano.

Ao se definir como “otimista”, Clooney comparou a crise atual com episódios que testemunhou em 1968. “Tenho idade suficiente para ter vivido 1968 nos Estados Unidos, quando todas as cidades do país estavam em chamas e perdemos Martin Luther King e Bobby Kennedy no mesmo ano. Houve toneladas de violência. O Capitólio estava cercado por tanques”, comentou.

“Já passamos por outros tempos difíceis, e este é um deles”, acrescentou. Ligado ao Partido Democrata, o ator participou de campanhas de arrecadação de recursos e apoiou politicamente os ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden.

A atuação pública de Clooney também inclui denúncias sobre a situação em Darfur, no Sudão. Ele é casado com Amal Alamuddin, advogada especializada em direitos humanos, e obteve a nacionalidade francesa no fim de 2025 para se mudar com a família para a França.

Na ocasião da mudança, Trump atacou o ator e afirmou que ele havia “ficado mais conhecido pela política do que por seus poucos filmes, totalmente medíocres”.

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