*O Conselho Deliberativo do Einstein Hospital afastou, na terça-feira, Claudio Lottennerg (foto: Agência Einstein/Divulgação) das funções de governança da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Labert Einstein durante o período eleitoral. A decisão ocorre após Lottenberg ser anunciado pelo candidato a presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu ministro da Saúde em um eventual governo, caso seja eleito. O hospital informou, em nota, que o afastamento segue o Código de Ética do Einstein, que determina neutralidade política e proíbe o uso de bens e recursos da instituição para fins políticos. Lottenberg também deixou temporariamente a presidência da Conib (Confederação Israelita do Brasil) após o anúncio. Em 2020, seu nome chegou a ser cotado para o Ministério da Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro.
*Em meio a uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) provocada pela quebra de sigilo da investigação da Polícia Federal, que revelou detalhes da relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, alguns ministros do Supremo já consideram que Moraes deveria desistir de assumir a presidência da Corte em 2027. O temor desses ministros é que o relatório de 247 páginas da Polícia Federal pode ainda revelar casos ainda mais comprometedores nos 8 celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. Já um outro grupo de ministros no Supremo vem trabalhando em outra frente: defendem que o presidente da Corte, Edson Fachin, avoque para si a relatoria da apuração sobre a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
*No encontro que teve com representantes de diversos setores econômicos, de saúde e religiosos sobre os impactos que as empresas de apostas nas famílias brasileiras, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou alguns dados preocupantes a respeito dos efeitos das bets no Sistema Público de Saúde (SUS). Segundo Padilha, o serviço de atendimento e amparo a pessoas viciadas em apostas, oferecido pelo SUS, prestava, inicialmente, 600 atendimentos por mês. Agora, esse número saltou para uma média de 100 mil atendimentos mensais. De acordo com o ministro, 55% das pessoas que procuram ajuda são mulheres.