Bruno Dantas deixa TCU e Pacheco pode ganhar cargo no governo Lula

Bruno Dantas e Rodrigo Pacheco
Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União, e o senador Rodrigo Pacheco. Foto: Reprodução

O ministro Bruno Dantas formalizou nesta segunda (31) sua saída do Tribunal de Contas da União (TCU), abrindo uma vaga cuja indicação cabe ao Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), deve articular o nome do senador Rodrigo Pacheco para ocupar o posto.

No ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, Dantas pediu que a exoneração tenha efeito a partir de 9 de setembro. Ele classificou a decisão como pessoal, voluntária e tomada em “caráter irretratável”.

Em nota e vídeo, o ministro afirmou que deixará o cargo para se dedicar a “novos projetos” e disse encerrar o ciclo com a convicção de que “a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude”. Dantas declarou que as instituições se fortalecem quando seus integrantes “sabem chegar e sabem partir”.

Aos 48 anos, Dantas disse ter dedicado quase três décadas ao serviço público, trajetória iniciada em 1998. Ele também citou a intenção de atuar em iniciativas de interesse nacional, manter a dedicação à vida acadêmica e participar do debate público.

Rodrigo Pacheco e Lula. Foto: Cristiano Mariz

Alcolumbre prepara indicação de Pacheco para o Tribunal de Contas

A cadeira de Dantas no TCU integra a cota de indicações do Senado. Assim como ocorre no Supremo Tribunal Federal, o ministro aprovado permanece no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, salvo se decidir sair antes.

Alcolumbre aguardava a formalização da saída de Dantas para iniciar a articulação em favor de Pacheco. O senador mineiro desistiu de disputar cargos eletivos em 2026, depois de também rejeitar a possibilidade de concorrer ao governo de Minas Gerais.

O presidente do Senado havia defendido Pacheco para a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O presidente Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou derrotado em votação no Senado, episódio que afastou Lula e Alcolumbre antes de uma reaproximação neste mês de agosto.

A reconciliação ocorre na semana de esforço concentrado do Congresso, quando o governo tenta votar propostas como a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e a medida provisória que extingue a taxa das blusinhas. Alcolumbre enviou a proposta sobre a jornada de trabalho à Comissão de Constituição e Justiça em 21 de agosto, mas não garantiu que o Senado a vote no plenário nesta segunda-feira (31).

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