
Imagem: Bruno Luiz/UOL
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu neste domingo (30) que o Brasil precisa “prender mais”, após se reunir com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador. O senador discutiu com o integrante do governo de Nayib Bukele experiências de combate à criminalidade no país centro-americano. Com informações de noticias.uol.com.br.
Flávio prometeu abrir 500 mil vagas em presídios se vencer a eleição. Ele afirmou que a legislação brasileira é “frouxa” e citou penas mais duras para casos de roubo de celular.
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso, vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios pra que ladrão de celular que comece com pena de no mínimo 8 anos de cadeia fique preso, não apenas seja preso”, disse o candidato a jornalistas.
O plano de ampliação do sistema prisional custaria de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em quatro anos, na estimativa apresentada por Flávio. Questionado sobre o espaço no Orçamento, ele mencionou cortes de despesas sem detalhar quais e receitas ligadas à exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Proposta prevê maioria de direita no Senado
Flávio Bolsonaro voltou a defender a eleição de uma maioria de direita no Senado. Na avaliação dele, esse resultado ajudaria a aprovar mudanças legais para endurecer regras contra criminosos.
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos ao Senado por São Paulo, acompanharam a reunião. O senador Sérgio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, também esteve com Flávio no encontro.
O Brasil tem cerca de 965 mil pessoas presas, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e reúne a terceira maior população carcerária do mundo, atrás de Estados Unidos e China. A promessa de novas vagas feita por Flávio elevaria esse contingente potencialmente em mais da metade.
O governo Bukele, no poder em El Salvador desde 2019, tornou-se referência para políticos conservadores brasileiros na área de segurança. A gestão construiu megaprisões e prendeu milhares de pessoas sem mandado judicial, práticas consideradas controversas por críticos.
Flávio também disse que criará um ministério exclusivo para a segurança pública caso seja eleito. A proposta contrasta com o “tesouraço” que ele promete fazer em ministérios e cargos comissionados, e se aproxima da defesa feita pelo presidente Lula (PT), condicionada à aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso.