
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (30) que vai articular no Congresso uma proposta alternativa à PEC que extingue a escala 6×1, defendida pelo governo Lula. O senador pretende apoiar um texto que cria um regime de remuneração por hora trabalhada.
A proposta alternativa partiu do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. O texto prevê que o trabalhador possa definir a própria carga horária e estabelece que o acordo entre patrão e empregado prevaleça sobre convenções e acordos coletivos.
Flávio classificou a iniciativa como “melhor” para os trabalhadores e disse defender liberdade na escolha da jornada. “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”, afirmou.
O candidato citou mulheres que não conseguem trabalhar sete ou oito horas por dia por não terem com quem deixar os filhos. “Com a nossa proposta alternativa, essa mulher poderá ter uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos, mas por hora trabalhada”, disse.
➡️ Flávio Bolsonaro defende texto alternativo à PEC do fim da escala 6×1
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— Metrópoles (@Metropoles) August 30, 2026
A PEC apoiada pelo governo Lula propõe acabar com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. A mudança tem apoio de parlamentares governistas e entrou na lista de prioridades do Executivo.
Câmara e Senado programaram um esforço concentrado entre 31 de agosto e 4 de setembro para votar projetos de interesse do governo. Além da alteração na jornada de trabalho, a agenda inclui a medida provisória que extingue a chamada “taxa das blusinhas” e a PEC da Segurança Pública.
Flávio deve suspender compromissos de campanha e ir a Brasília na terça-feira (01) para acompanhar as votações. Ele pretende liderar articulações para impedir a aprovação das propostas e teme que Lula explore eleitoralmente os projetos, que têm apelo popular.
Também neste domingo, Flávio se reuniu em São Paulo com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, para tratar das políticas de combate à criminalidade no país centro-americano. Após o encontro, o candidato disse que o Brasil “tem pouco preso”.