Tarcísio segue defendendo Flávio no caso “Dark Horse” após vexame no JN

Tarcísio de Freitas Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Danilo Verpa/Folhapress

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu neste sábado (29) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no caso do financiamento do filme “Dark Horse” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Após participar de evento na Igreja Videira, em Santo Amaro, na Zona Sul da capital, Tarcísio afirmou ao g1 que o aliado já deu explicações sobre o assunto.

“Eu acho que ele já prestou os esclarecimentos e toda a vez que ele for confrontado, ele vai continuar prestando esclarecimentos”, disse Tarcísio durante coletiva de imprensa. A fala ocorreu após a participação de Flávio na sabatina do Jornal Nacional na sexta-feira (29).

Na entrevista, Flávio afirmou que não há “absolutamente nada de errado” em ter procurado Vorcaro para financiar uma produção sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador sustentou que solicitou um patrocínio privado e negou contrapartidas no pedido.

Flávio também declarou que não recebeu pessoalmente os cerca de R$ 61 milhões ligados à produção e que os recursos seguiram para o filme. Ele não divulgou os termos do contrato de financiamento de “Dark Horse”.

Dark Horse
Poster do filme “Dark Horse”, baseado em Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel

Áudios revelados em maio registraram Flávio pedindo R$ 61 milhões a Vorcaro para a produção sobre a vida de Jair Bolsonaro. Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, responsável pelo longa, afirmou que o empresário respondeu por mais de 90% da verba que viabilizou o projeto.

A Polícia Federal investiga os pagamentos em inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração ainda não chegou a uma conclusão sobre a origem e o destino dos recursos.

Entre as linhas de investigação, a PF apura se valores ligados ao filme pagaram despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e se emendas parlamentares sofreram desvio para financiar a produção. Essas suspeitas não constituem fatos comprovados.

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