Justiça bloqueia e-mail de servidora do MP por guardar vídeos de abuso e pedofilia

Mulher mexendo em notebook. Foto: Divulgação

A Justiça de Rondônia negou o pedido de uma servidora do Ministério Público do estado para reativar uma conta pessoal do Gmail desativada pelo Google após o armazenamento de cenas de abuso sexual infantil ligadas a uma investigação estadual.

A funcionária também pediu indenização de R$ 20 mil por danos morais. O processo foi julgado improcedente em 27 de maio, e o recurso contra a decisão foi rejeitado em 21 de agosto. A ação tramita sob segredo de Justiça.

O Google desativou a conta e comunicou o caso à Polícia Federal depois de identificar que a servidora mantinha em seu e-mail particular documentos originários da Operação Sólon, deflagrada em Rondônia em 2024.

Na ação, a servidora alegou que usava o e-mail e o serviço de armazenamento em nuvem tanto para fins particulares quanto profissionais, ao auxiliar procedimentos investigativos.

Fachada de prédio do Ministério Público de Rondônia
Fachada de prédio do Ministério Público de Rondônia. Foto: Reprodução

No acórdão, a relatora Silvana Maria de Freitas afirmou que a servidora assumiu “um risco incompatível com a natureza do serviço” ao empregar a conta pessoal para alimentar ferramentas de inteligência artificial, como o Notebook LM, com material sensível de investigações.

A relatora registrou que os arquivos mencionados no depoimento de um delegado coincidiam com a descrição do conteúdo identificado pelo Google. Para o tribunal, o uso de uma conta privada expôs material que deveria seguir protocolos específicos de proteção.

Na primeira instância, a juíza Larissa Camargo Pinho de Alencar afirmou que a justificativa de uso profissional não afastava a responsabilidade da autora. “O Ministério Público e os órgãos de segurança possuem protocolos rígidos que proíbem o armazenamento de material de exploração sexual infantil em nuvens privadas de terceiros”, escreveu.

A sentença também apontou que, ao enviar o conteúdo aos servidores da empresa por meio de uma conta pessoal, a servidora violou os termos de serviço aceitos ao criar o Gmail. A Operação Sólon cumpriu mandado de prisão, buscas e medidas cautelares contra investigados por integrar uma quadrilha envolvida com pornografia infantil.

Artigo Anterior

Policiais deixaram a Rota para atuar na segurança de empresários ligados ao PCC

Próximo Artigo

Trump anuncia “maior acordo da história” para explorar petróleo da Venezuela

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!