Dados consolidados revelam que o Jornal Nacional alcançou a maior audiência entre os candidatos à presidência com a participação de Lula (PT). Na entrevista desta quinta-feira (27), a audiência alcançou 30 pontos no Rio de Janeiro e 25 pontos em São Paulo.
As médias alcançadas foram as maiores entre os candidatos que já participaram do telejornal. Flávio Bolsonaro (PL) ainda participará da sabatina nesta sexta-feira (28) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29).
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Quando Romeu Zema (Novo) concedeu a entrevista, a audiência ficou na casa dos 26 pontos no Rio e 24 em São Paulo. Por sua vez, a de Ronaldo Caiado (PSD) marcou 25 (RJ) e 22 (SP) e a de Renan Santos (Missão) 26 (RJ) e 20 (SP).
Sabatina
Na entrevista com Lula, os âncoras do Jornal Nacional tentaram emparedar o presidente com perguntas que chamaram a atenção por remeterem ao passado lavajatista da emissora.
No entanto, o presidente se saiu bem ao lembrar-se dos abusos cometidos contra ele e afirmou que eventuais desvios de pessoas no seu atual governo serão devidamente investigados e, caso algo de errado seja constatado e julgado, a punição será correta.
Economia
No que se refere à economia, o presidente recusou o diagnóstico de crise fiscal, rebateu o enquadramento do mercado e deslocou o centro do debate: o país não tem um problema de gasto descontrolado, mas sim de juros altos e de um longo período prévio de estagnação econômica.
“Dos países do G20, eu fui o único que fiz superávit primário durante oito anos. Nunca tive problema fiscal nesse país”, salientou.
Segurança
Sobre segurança pública, Lula defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema e a tratou como peça fundamental para o combate ao crime organizado.
Nesse sentido, destacou a criação do Ministério da Segurança Pública e a atuação federal nos estados como auxílio na recuperação dos territórios hoje invadidos por criminosos: “Meu desejo é recuperar o território pro povo, aquela rua é pro povo do Rio, a escola é do povo, não é do bandido.”
Educação
Lula também tratou de apontar o papel central da educação em seus governos com investimentos que vão da alfabetização à formação de jovens em matemática, engenharia, tecnologia e inteligência artificial.
“Eu quero que o Brasil seja exportador de inteligência e de conhecimento”, disse o presidente, ao firmar o compromisso com a meta de 1,8 milhão de vagas no ensino integral e com a expansão das redes de ensino nos estados e municípios.