
O candidato a deputado estadual Ralph Gracie (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (28) que a faixa-preta entregue a Flávio Bolsonaro (PL) teve caráter simbólico e honorário, sem representar uma graduação no jiu-jítsu. Ele publicou um vídeo no Instagram após receber críticas pela entrega.
“Eu fui muito criticado por dar a faixa-preta para o Flávio. A verdade é o seguinte: até admiro o pessoal que critica achando que foi uma faixa de verdade”, disse Ralph. O mestre de jiu-jítsu sustentou que a peça não deve ser interpretada como uma faixa conquistada por treinos e competições.
“Se você não consegue entender que é uma faixa honorária, o problema já não é meu”, declarou o candidato. A manifestação respondeu às reações sobre o significado da homenagem feita ao senador.
Ralph disse que entregou a faixa para incentivar Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral. “É uma faixa que eu acredito que eu possa botar no presidente para que incentive a ele a nunca desistir, que incentive a ele dar a volta por cima. É uma faixa que não é de lutador de verdade, é lutador pelo Brasil”, afirmou.
🗳️ ELEIÇÕES | Ralph Gracie explica faixa-preta dada a Flávio: “Não foi de verdade”
Saiba mais na coluna Grande Angular, de @lilian_tahan e @tr_isadora pic.twitter.com/iiRyQR9RlI
— Metrópoles (@Metropoles) August 28, 2026
Conhecido como “pit bull” da família Gracie, Ralph é ex-lutador de artes marciais mistas e mestre de jiu-jítsu. Em 2021, a Justiça dos Estados Unidos o condenou por agressão física com lesão corporal grave contra o executivo Flávio Almeida, conhecido como Cachorrinho, da Gracie Barra.
A agressão ocorreu em dezembro de 2018, durante o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu No-Gi, em Anaheim, na Califórnia. O caso teve origem em desentendimentos comerciais ligados à expansão de academias de jiu-jítsu na região.
A promotoria do Condado de Orange conduziu o processo criminal. Como parte de um acordo judicial, Ralph Gracie se declarou culpado da acusação de agressão com lesão corporal grave.
O tribunal fixou pena de 180 dias de reclusão em uma prisão local e três anos de liberdade condicional. A decisão também determinou o pagamento de restituição à vítima e a participação obrigatória de Ralph em um programa de controle de raiva.