
O Brasil tinha 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho de 2026, segundo estimativa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta (28). O total representa crescimento de 0,37% em relação a 2025, quando o país somava 213,4 milhões de pessoas.
A expansão equivale a 790,9 mil habitantes em um ano, mas ficou abaixo da variação de 0,39% registrada na passagem de 2024 para 2025. O instituto projeta que o ritmo de crescimento continuará diminuindo por causa da queda no número de filhos e do envelhecimento da população.
Quinze municípios têm mais de 1 milhão de moradores e concentram 42,9 milhões de pessoas, o equivalente a 20% da população nacional. Em outras palavras, um em cada cinco brasileiros vive nessas cidades.
São Paulo segue como o município mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, após alta de 0,05% em um ano. A cidade tem população 77% superior à do Rio de Janeiro, que ocupa a segunda posição com 6,7 milhões de moradores.

Boa Vista lidera crescimento entre capitais; Salvador perde moradores
Guarulhos e Campinas, ambas em São Paulo, são as únicas cidades da lista de municípios com mais de 1 milhão de habitantes que não são capitais. As estimativas incluem Brasília e também o arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco.
As capitais reúnem 49,4 milhões de habitantes, ou 23,1% do total brasileiro, após crescimento de 0,22% ante 2025. Palmas, com 333,2 mil moradores, Vitória, com 343,9 mil, e Rio Branco, com 90 mil, formam o grupo das únicas capitais abaixo de 400 mil habitantes.
Boa Vista registrou a maior taxa de crescimento entre as capitais, com alta de 3,19% em relação a 2025. A migração de venezuelanos influencia o avanço da população da capital de Roraima, que já havia apresentado expansão acima da observada em outras metrópoles no levantamento anterior.
Salvador teve a maior redução proporcional entre as capitais, com queda de 0,17%. Natal, Belém e Belo Horizonte também perderam habitantes, com variações de -0,13%, -0,08% e -0,02%, respectivamente. O IBGE associa parte das quedas ao esgotamento territorial de alguns municípios.
Serra da Saudade, em Minas Gerais, permanece como a cidade menos populosa do país, com 857 moradores. Anhanguera, em Goiás, tem 906 habitantes; Borá, em São Paulo, soma 935; e Araguainha, em Mato Grosso, registra 989. Ao todo, 2.467 municípios têm menos de 10 mil habitantes e reúnem 12,8 milhões de pessoas.
O IBGE prevê que a população brasileira alcance o pico de 220,43 milhões em 2041. A projeção indica recuo a partir de 2042 e total de 199,2 milhões de habitantes em 2070; Alagoas e Rio Grande do Sul devem encerrar o crescimento populacional em 2026 e iniciar queda no ano seguinte.