
Flávio Bolsonaro, do PL, ainda não convenceu uma parcela relevante do empresariado de que está preparado para governar o Brasil. Essa foi a avaliação de participantes de um jantar realizado nesta semana em São Paulo, na residência de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio da gestora QMS, segundo o blog de Thais Herédia na CNN Brasil.
O encontro ocorreu no Itaim, bairro que abriga a Faria Lima, e reuniu representantes de bancos, empresários e integrantes de conselhos de grandes companhias. Flávio usou a ocasião para se aproximar de um setor com o qual mantém pouca interlocução e que recebeu sua candidatura com desconfiança.
Relatos de pessoas presentes indicam que o senador chegou nervoso à conversa e contou com a atuação de Daniela Marques, sua assessora para assuntos econômicos, para se sentir mais à vontade. Kayath também buscou criar um ambiente mais receptivo para o convidado.
Parte dos empresários esperava que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assumisse a candidatura da direita à Presidência. A presença de Flávio no jantar colocou em debate sua capacidade de ocupar esse espaço e dialogar com o mercado.

Empresários cobraram propostas para um eventual governo
Os participantes tentaram entender qual seria o projeto de país de Flávio Bolsonaro, mas saíram do encontro sem identificar uma proposta suficientemente estruturada. A conversa não detalhou como ele pretende transformar suas bandeiras em um programa de governo.
Flávio afirmou que está preparado para exercer a Presidência da República e disse trabalhar, neste momento, para se tornar mais conhecido pela população. Ele citou a relação que considera disfuncional entre os Poderes, a violência e a corrupção como problemas centrais do país.
O pré-candidato apresentou uma estratégia de campanha baseada na oposição ao PT. Ele defendeu que o Brasil não pode insistir em um quarto mandato de quem, na visão dele, não resolveu os principais problemas brasileiros.
O jantar também não esclareceu qual será a estratégia de Flávio para conquistar eleitores independentes, que não se identificam nem com o bolsonarismo nem com o PT. Entre os presentes, permaneceu a diferença entre vê-lo como candidato competitivo e enxergá-lo com um projeto claro para comandar o país.