O presidente Lula (PT) comemora a perspectiva de avanço no Senado da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. A medida entrou na lista de prioridades acertadas entre o governo e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o período de esforço concentrado do Congresso.
“Uma grande conquista para os trabalhadores brasileiros está avançando: o fim da escala 6×1, que já foi aprovado na Câmara e agora avança no Senado”, escreveu Lula no X. Para o presidente, a mudança representa mais qualidade de vida para quem trabalha.
“O fim da escala 6×1 será uma conquista histórica dos trabalhadores. É mais tempo para descansar, cuidar da família e viver. Seguiremos incansáveis na defesa de quem trabalha e constrói, todos os dias, o Brasil”, acrescentou.
Uma grande conquista para os trabalhadores brasileiros está avançando: o fim da escala 6×1, que já foi aprovado na Câmara e agora avança no Senado.
O fim da escala 6×1 será uma conquista histórica dos trabalhadores. É mais tempo para descansar, cuidar da família e viver.… pic.twitter.com/W60ItNlOEm
— Lula (@LulaOficial) August 26, 2026
Relatório deve ser apresentado nesta quinta
O avanço da proposta foi acertado durante encontro de Lula com Alcolumbre e Motta no Palácio da Alvorada nesta quarta. Na ocasião, os três anunciaram pautas consideradas prioritárias para a próxima rodada de votações do Congresso. Além do fim da escala 6×1, também está prevista a tramitação da PEC da Segurança.
Leia também: Lula, Motta e Alcolumbre fecham acordo para acabar com escala 6×1 antes da eleição
O senador Omar Aziz (PSD-AM) será o relator da PEC e deve apresentar seu parecer nesta quinta-feira (27). A previsão é que o texto seja lido na próxima quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O Congresso realizará esforço concentrado entre 31 de agosto e 4 de setembro.
A oposição apresentou 12 emendas para modificar a proposta. Caso o Senado altere o texto aprovado pelos deputados, a PEC terá de retornar à Câmara. Aziz, no entanto, sinalizou que pretende rejeitar as mudanças e preservar a versão aprovada pelos deputados em maio.
O governo também espera contar com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a tramitação. A expectativa é que eventuais pedidos de vista tenham prazo reduzido, evitando o adiamento da votação.