
O governo de Israel ameaçou intensificar os ataques contra a Faixa de Gaza após pipas serem encontradas em comunidades próximas à fronteira. Quatro objetos apareceram entre sexta-feira (21) e sábado (22) no kibutz Nahal Oz, localizado a cerca de 800 metros do território palestino, e outros foram recolhidos no sul israelense.
Fontes militares citadas pela imprensa de Israel levantaram inicialmente a hipótese de que o Hamas estaria usando as pipas para testar a reação das forças israelenses. Os próprios militares informaram posteriormente que os objetos não carregavam explosivos ou materiais suspeitos e não representaram ameaça.
Apesar disso, o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou uma política de “tolerância zero”. Ele afirmou que pipas, balões e drones seriam tratados da mesma maneira, independentemente da presença de explosivos. Em comunicado conjunto, Katz e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçaram operações militares e deslocamentos de moradores de áreas apontadas como locais de lançamento.
Even a child’s toy can become a weapon in the hands of Hamas.
Already in 2018, Palestinian Hamas weaponized kites from Gaza to ignite fires in Israel, setting fields, forests and communities ablaze.
Attacks on our civilians will not be tolerated. pic.twitter.com/7yedr61G4q
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) August 24, 2026
O Hamas negou envolvimento. O grupo disse que as pipas pertenciam a crianças que tentavam brincar em meio aos escombros e acusou Israel de transformar os objetos em pretexto para continuar atacando Gaza. Um analista palestino ouvido pela imprensa internacional também afirmou não haver provas do lançamento de drones pelo território.
Antes da atual guerra, pipas e balões com dispositivos incendiários foram lançados de Gaza e provocaram incêndios em áreas agrícolas e florestais de Israel. Os objetos encontrados agora, porém, não carregavam esse tipo de material.
A controvérsia ocorre enquanto os bombardeios israelenses continuam apesar do cessar-fogo firmado em outubro. Autoridades de Gaza relataram novas mortes, inclusive de crianças, em ataques realizados no centro e no sul do território.