
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou a deportação de imigrantes em situação irregular e mandou a autoridade migratória coordenar ações com a polícia. A determinação inclui a identificação e a detenção prioritária de estrangeiros que tenham cometido crimes.
As instruções vieram a público em um vídeo vazado de um conselho de segurança realizado em Barranquilla, no norte do país. No encontro, o presidente definiu uma ordem de prioridade para as autoridades responsáveis pela fiscalização migratória.
“A ordem à Imigração é clara. Primeiro, os que estão cometendo crimes, segundo os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados”, disse De la Espriella. Ele afirmou que não aceitará a imigração ilegal e repetiu: “Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo”.
Governo prevê início das deportações nesta semana

De la Espriella disse que a ordem presidencial deveria começar a ser cumprida ainda nesta semana. “Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida esta mesma semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, de onde quer que venham”, afirmou.
O presidente assumiu publicamente a responsabilidade pela medida. “É uma decisão política e eu a assumo. É uma decisão administrativa e eu a assumo”, acrescentou.
A Colômbia recebeu, na última década, um grande fluxo de venezuelanos que deixaram seu país em meio à crise. A Agência da ONU para Refugiados, a Acnur, estimou que cerca de 3 milhões de venezuelanos viviam em território colombiano em 2025.
Setores da direita colombiana tradicionalmente defenderam políticas de acolhimento à diáspora venezuelana, acompanhadas de críticas ao chavismo. A nova ordem presidencial endurece a política contra migrantes sem documentação regularizada.
O país também tem histórico de emigração: milhões de colombianos deixaram a nação ao longo de décadas, fugindo da violência e da pobreza para destinos como Estados Unidos e Espanha. A Colômbia atravessou mais de seis décadas de conflito armado.