
O governo aprovou R$ 13,5 bilhões em novas linhas de financiamento do programa Brasil Soberano para exportadores afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos, empresas atingidas pela guerra no Oriente Médio e setores considerados estratégicos.
O conselho de ministérios responsável pelo programa detalhou a distribuição dos recursos em norma publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (24). As linhas buscam facilitar o crédito e os investimentos de empresas voltadas ao comércio exterior.
A maior parcela, de R$ 5 bilhões, atenderá exportadores e fornecedores prejudicados pelas tarifas comerciais setoriais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Outros R$ 3,5 bilhões irão para exportadores e fornecedores que vendem a países do Golfo Pérsico, região afetada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. O programa foi criado no ano passado para apoiar companhias afetadas pelas tarifas americanas.

Crédito inclui fertilizantes e cadeia de minerais críticos
A nova rodada reserva R$ 2 bilhões para empresas ligadas à fabricação de adubos, fertilizantes e seus produtos intermediários. O mesmo valor financiará atividades industriais e tecnológicas da cadeia de minerais críticos e estratégicos.
No caso dos minerais, a linha abrange a extração apenas quando estiver associada ao beneficiamento, ao refino ou à transformação mineral. A medida direciona os recursos para etapas de maior processamento industrial.
O governo também separou R$ 1 bilhão para empresas de setores industriais relevantes ao comércio exterior brasileiro, sem exigir vínculo com os Estados Unidos ou com os países envolvidos na crise do Oriente Médio.
O BNDES gerirá e concederá os financiamentos, que poderão custear capital de giro, compra de máquinas, expansão e inovação tecnológica. Empresas, cooperativas, associações exportadoras e seus fornecedores podem acessar as linhas, sujeitas à aprovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.