
O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, usou neste domingo (23) a proposta de acabar com a escala 6×1 para atacar o presidente Lula e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) durante debate promovido pela Band. Ele classificou a medida como uma “maluquice” e disse que enterraria a iniciativa caso chegasse ao governo.
Renan defendeu uma reforma trabalhista com o objetivo de tornar a contratação “mais fácil”. Pela proposta apresentada no debate, trabalhadores poderiam receber por hora trabalhada, sem salário fixo.
O candidato também alegou que empregados e patrões deveriam negociar diretamente as escalas de trabalho. A defesa desse modelo acompanha sua crítica às regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Ao falar da proposta pelo fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso, Renan afirmou: “Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso”.
O fantoche de empresário resolveu criticar de novo o fim da escala 6×1 no debate. Renan Santos declarou patrimônio de quase R$ 1 milhão ao TSE e nada disso foi conquistado trabalhando 6×1. Que moral ele tem pra falar de trabalho? pic.twitter.com/7acOCYVgFM
— Rick Azevedo 5️⃣0️⃣4️⃣4️⃣ (@rickazzevedo) August 24, 2026
Defesa do fim da Justiça do Trabalho
Em 18 de agosto, durante o “Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil”, em Brasília, Renan Santos já havia defendido o fim da Justiça do Trabalho. O evento foi promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços.
Na ocasião, ele declarou que o país precisava “acabar com a Justiça do Trabalho” e atacou o Congresso Nacional. “O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton”, disse.
A referência do candidato é à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim da escala 6×1.
No debate da Band, Renan também criticou programas sociais do governo federal, entre eles o Bolsa Família e o Gás do Povo, ao defender mudanças nas políticas públicas voltadas à população de baixa renda.