
A atriz Gabriela Duarte criticou a condução de uma entrevista que concedeu ao lado da mãe, Regina Duarte, à Folha de S.Paulo, que teve um “climão” como o momento que mais repercutiu nas redes sociais. Em vídeo publicado no Instagram, ela classificou a abordagem do jornalista como “sensacionalista” e “bastante deselegante”, além de lamentar que o constrangimento tenha se sobreposto ao reencontro profissional das duas.
Gabriela afirmou que ela e a mãe sabiam que o entrevistador poderia abordar assuntos além do retorno de ambas aos palcos. A atriz defendeu o direito de jornalistas fazerem perguntas difíceis, mas questionou a insistência quando o entrevistado já demonstra desconforto.
“Um jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso. Mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação. Quando o desconforto se torna mais importante que a resposta, e a busca é por uma frase, manchete ou corte, eu acho que vale perguntar: ‘o que está acontecendo com o jornalismo?’”, questionou.
Trechos da conversa viralizaram nas redes sociais por causa do incômodo de mãe e filha ao responderem sobre política. Gabriela afirmou que a entrevista deveria tratar de cultura, teatro, trajetória artística e da volta das duas ao trabalho conjunto.
Gabriela Duarte: “Pensei bastante antes de vir gravar esse video porque não queria que fosse uma resposta a um jornalista ou a um veículo. Depois de mais de 20 anos, eu e minha mãe estamos voltando aos palcos. Um jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a… pic.twitter.com/O5U94hwrJH
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) August 24, 2026
Reencontro nos palcos motivou entrevista conjunta
Gabriela contou que não atuava com Regina havia mais de 20 anos. Ela também destacou que a mãe se aproxima dos 80 anos e soma mais de seis décadas de carreira. Segundo a atriz, aquela seria a primeira grande entrevista das duas juntas sobre o reencontro artístico, profissional e pessoal.
Ao comentar a repercussão, Gabriela disse que “o que deveria ser uma conversa sobre cultura, teatro, trajetória e esse reencontro de duas atrizes acabou tendo o constrangimento como protagonista”. Ela acrescentou que o jornalismo pode incomodar, contradizer e questionar, mas também precisa ouvir e respeitar.
“Inclusive, quando a resposta não entrega a manchete que ele queria. Quando o entrevistado entra preparado para se defender, como aconteceu comigo, e não para conversar, alguma coisa já se perdeu”, afirmou.
Gabriela agradeceu as mensagens de apoio recebidas após a divulgação da entrevista e convidou o público a acompanhar o novo trabalho teatral com Regina. “Eu espero todos lá no teatro para celebrar comigo e com a minha mãe”, disse.