VÍDEO – Lula defende Ministério da Segurança Pública e mira líderes de facções: “Moram em cobertura”

Lula em entrevista à Record. Imagem: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado precisa alcançar o patrimônio e as lideranças das facções. As declarações foram dadas em entrevista à Record, exibida neste domingo (23), e posteriormente compartilhadas pelo presidente nas redes sociais.

Ao falar sobre o papel da União, Lula afirmou que a Constituição de 1988 transferiu grande parte das responsabilidades pela segurança pública aos estados. Segundo ele, essa estrutura limitou a atuação federal e explica por que um ministério específico para a área não foi criado no início de seu governo. “Eu não tinha o que fazer se eu criasse sem mudar a Constituição”, disse.

Lula afirmou que a mudança depende da aprovação da PEC da Segurança Pública. “A PEC sendo aprovada eu vou criar o Ministério”, declarou. Segundo o presidente, a nova estrutura deverá trabalhar em parceria com governos estaduais e prefeituras, com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.

O presidente também defendeu uma atuação policial que puna criminosos sem transformar mortes nas periferias em resposta para a violência. “Prendendo quem tiver que prender, punindo quem tiver que punir, mas não matando quem não precisa morrer”, afirmou.

Para Lula, o combate precisa alcançar quem ocupa posições superiores nas organizações criminosas. “O responsável por aqueles pobres que estão na ‘bandidagem’ mora em apartamento de cobertura ou mora em condomínio chique, ele não aparece”, declarou. Em publicação com o trecho da entrevista, o presidente reforçou que a estratégia é atacar o crime organizado “onde mais dói: no bolso e nos bens das facções” e citou a Lei Antifacção.

Lula afirmou ainda que pretende recuperar áreas dominadas pelo crime organizado. “A gente quer devolver o território da periferia e da cidade para o povo, ele é o dono do território e aí o bandido vai ocupar seu espaço na cadeia”, disse. Segundo o presidente, a PEC e o futuro ministério dariam à União mais instrumentos para auxiliar estados e municípios no enfrentamento à criminalidade.

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