PF faz provocação a Lula em nome de operação contra Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Reprodução/Juca Varella (Estadão)

A Polícia Federal adotou o nome “Elli” para uma linha de investigação que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha provocou uma reação entre aliados do petista pela semelhança sonora com a letra L. Com informações da coluna de Lauro Jardim, do O Globo.

Um aliado do presidente atribuiu intenção política ao nome escolhido pelos investigadores: “Só pode ser com a intenção de lembrar do ‘faz o L’”. O bordão tornou-se uma das expressões associadas às campanhas eleitorais de Lula.

A investigação busca esclarecer se Lulinha usou o parentesco com o presidente para abrir portas no governo federal a terceiros. A suspeita envolve a eventual intermediação de interesses privados junto a órgãos públicos e integrantes do Executivo.

Entre os pontos examinados pela PF estão possíveis tentativas de facilitar contratos de empresas com órgãos como o Ministério da Saúde. Os investigadores também apuram a atuação de Lulinha na viabilização de reuniões com autoridades do alto escalão do Palácio do Planalto.

Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger. Fotomontagem: Reprodução/Redes sociais

Mensagens e origem da investigação sobre Lulinha

A PF encontrou mensagens relacionadas ao caso no celular da empresária Roberta Luchsinger, apontada na investigação como suposta lobista. Os diálogos tratam de transações comerciais e da participação de Lulinha nas articulações sob análise.

Parte das conversas menciona tentativas de ocultar a atuação do filho do presidente. Em outro trecho, os interlocutores afirmam que o futuro deles seria “na Suíça”, passagem que também entrou no conjunto de elementos examinados pelos investigadores.

A apuração sobre Lulinha surgiu como um desdobramento de investigações relacionadas a fraudes no INSS. Diante dos indícios de possível interferência política, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de três inquéritos criminais destinados a apurar separadamente as condutas identificadas.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva e os demais citados negam irregularidades. Os representantes de Lulinha afirmam que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.

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