
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), líder do Movimento Brasil Livre (MBL), afirmou que a Record decidiu excluí-lo de debates eleitorais e não apresentou uma justificativa. Ele divulgou a acusação em uma publicação no X em 21 de agosto de 2026.
“A Rede Record, do Bispo Macedo, acaba de avisar que não irá me chamar para nada”, escreveu Renan. Ao questionar a razão da decisão, acrescentou: “O argumento? Não informaram”.
O candidato afirmou que a Record é a única emissora a adotar essa restrição. Ele disse que outras empresas de comunicação não impediram sua participação em agendas relacionadas à disputa presidencial.
Renan classificou a decisão como “ridícula” e sustentou que seu desempenho nas pesquisas eleitorais justificaria a presença em debates e sabatinas promovidos pelos veículos de comunicação.
NOTA OFICIAL 🚨
Posicionamento do Partido Missão sobre o boicote da Record ao nosso candidato à Presidência da República, Renan Santos. pic.twitter.com/a8clkrx3b5
— Partido Missão | VOTE 14 (@PartidoMissao) August 21, 2026
Pesquisa colocou Renan Santos na terceira posição
O levantamento do instituto Real Time Big Data citado pelo candidato, realizado em 21 de julho, registrou Renan com 9% das intenções de voto em um cenário estimulado para a Presidência da República.
O resultado colocou o candidato do Missão sozinho na terceira posição, à frente de outros nomes da direita. Em junho, ele havia alcançado 6% no mesmo tipo de levantamento.
Na publicação, Renan escreveu que havia atingido 10% na pesquisa. Os dados do levantamento mencionado, porém, apontam 9% das intenções de voto.
Emissoras costumam adotar critérios de representatividade para definir os participantes de debates eleitorais. Até a divulgação da reclamação de Renan, a direção da Record não havia publicado uma nota para explicar a decisão.