
A influenciadora Virginia Fonseca anunciou o encerramento de sua parceria comercial com a casa de apostas Blaze, alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). O órgão pede que ela pague ao menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos relacionados à divulgação da empresa.
A agência VF Digital, que representa Virginia, comunicou a decisão nas redes sociais. Em nota, afirmou que o fim do contrato ocorreu “observando os termos aplicáveis à relação contratual”.
O MPDFT incluiu a influenciadora na ação por sua atuação como garota-propaganda da plataforma. A petição pede a condenação de Virginia e da Blaze e questiona a publicidade direcionada aos consumidores.
O promotor Paulo Roberto Binicheski escreveu que a participação da influenciadora não seria neutra. “Ela é o braço operacional da captação, executando a mensagem enganosa e induzindo à aposta”, afirmou na petição inicial.

A ação civil pública surgiu após mais de 42 mil denúncias contra a Blaze. O Ministério Público afirmou que o procedimento reuniu “dois vetores investigativos convergentes”.
Os promotores sustentam que Virginia e a empresa adotariam práticas abusivas na oferta dos jogos. Entre os pontos apontados estão a retenção sistemática de valores e a imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis.
Na ação, o MPDFT cita o Código de Defesa do Consumidor e a teoria do risco-proveito. Para o promotor, quem expõe terceiros a riscos para obter benefícios pode responder pelos danos causados aos consumidores.
O processo pede uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A ação ainda discute as práticas de divulgação da plataforma de apostas e a responsabilidade dos envolvidos na publicidade.
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