
O advogado Frederick Wassef e o ex-assessor Fabrício Queiroz mantêm apoio à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora ambos tenham sido ligados às investigações sobre o esquema de rachadinha em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Wassef subiu ao palco da convenção que lançou a candidatura de Flávio, em São Paulo, no dia 25 de julho. Ele acompanhou o discurso do presidente argentino Javier Milei, convidado de honra do evento.
Queiroz publicou no Instagram, no domingo (16), uma foto em que abraça o senador durante um ato em Copacabana. A assessoria de Flávio informou quatro dias depois que a imagem não era daquele evento e havia sido feita anteriormente, no mesmo local.
A interlocutores, Queiroz afirmou que pretende seguir na campanha e participar de um ato previsto para sábado no Maracanãzinho. Em 2024, quando disputou uma vaga de vereador em Saquarema (RJ), recebeu um vídeo de apoio de Flávio.

Investigações sobre o gabinete de Flávio na Alerj
A polícia prendeu Queiroz em junho de 2020 na casa de Wassef, em Atibaia, no interior paulista. Investigadores o apontavam como operador do suposto esquema de recolhimento de parte dos salários de funcionários do gabinete de Flávio na Alerj.
No pedido de prisão, o Ministério Público sustentou haver indícios de que Wassef ajudara a esconder e proteger Queiroz. O STF e o Superior Tribunal de Justiça anularam provas do caso, e as investigações foram encerradas em 2021.
No vídeo gravado para a candidatura de Queiroz em Saquarema, Flávio disse que o ex-assessor tinha sido vítima de perseguição e usado para “atingir” a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Queiroz não se elegeu.
Wassef é amigo da família Bolsonaro desde 2014 e atuou como advogado do clã durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2025, ele intermediou a participação de Flávio, por videochamada, na inauguração da sede do PL em Atibaia. Questionado sobre sua presença na convenção de julho, Wassef disse que estava no local como presidente do partido na cidade e que sua relação com o senador não havia mudado.