A cadeira conquistada por Luca Vieira

A assinatura do Termo de Autocomposição que amplia o esgotamento sanitário para 273 municípios mineiros é, antes de tudo, resultado de bastidor bem trabalhado. E o nome por trás dele é Lucas Vieira, prefeito de Iguatama e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM). O próprio presidente do TCEMG, Durval Ângelo, fez questão de registrar: foi Lucas quem provocou o movimento que levou a AMM a sentar na Mesa de Conciliação em igualdade de condições com Copasa, Governo de Minas e o próprio Tribunal. Não é detalhe menor. Em negociações que definem o futuro do saneamento em Minas, garantir que os municípios tivessem voz, e não apenas fossem informados da decisão, é um feito político concreto.
O acordo caminha para a universalização prevista até 2033, mas a decisão não é simples para os prefeitos, como lembraram gestores presentes ao ato. É exatamente aí que a articulação de Lucas ganha peso: dar força coletiva a demandas que, isoladas, teriam pouco espaço. Em tempos de política feita de ruído, a atuação de Lucas Vieira à frente da AMM mostra o outro caminho: o da negociação persistente, que transforma água tratada e esgoto coletado em resultado concreto para o interior de Minas.

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