
Na manhã desta sexta-feira (24), o presidente Lula recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, localizado em São Paulo, após realizar alguns procedimentos médicos. As cirurgias foram concluídas sem complicações. O líder do PT passou por uma remoção de uma queratose no couro cabeludo e recebeu uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar direito. O material removido foi enviado para análise em biópsia.
De acordo com os médicos, a queratose é um tipo frequente de tumor de pele e, mesmo após a remoção, o presidente precisará usar um chapéu para proteger a área afetada. O cardiologista Roberto Kalil garantiu que os procedimentos realizados não impactarão a agenda de Lula, tampouco sua campanha pré-eleitoral.
Apesar da alta, os compromissos do presidente para o dia de hoje foram cancelados, e sua volta a Brasília está programada para domingo (26).

A queratose removida de Lula pode ser classificada em três tipos: actínica, seborreica e folicular. O tipo actínico, que foi identificado no couro cabeludo do presidente, é o mais preocupante, pois pode se desenvolver em câncer de pele devido à exposição solar prolongada.
A queratose seborreica, que é mais comum, geralmente é considerada benigna e aparece com mais frequência no rosto e no tronco, apresentando manchas escuras e um aspecto verrucoso. Por sua vez, a queratose folicular resulta do acúmulo de queratina nos folículos pilosos e, embora possa causar desconforto pela textura áspera da pele, tende a melhorar com o tempo.
Lesões na pele, como a queratose, são frequentes à medida que a idade avança e a pele é exposta a fatores como a luz solar. Embora não representem riscos imediatos à saúde, é importante tratá-las corretamente para evitar que evoluam para condições mais graves.