
O policial militar Cristiano Domingues Francisco foi indiciado pelo assassinato de três integrantes da família Aguiar, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após mais de dois meses de investigações. Entre os crimes, está o feminicídio de sua ex-parceira, Silvana de Aguiar, e o homicídio de seus pais, Isail e Dalmira.
Cristiano foi preso preventivamente e, além de ser indiciado por feminicídio e homicídios, também enfrenta acusações de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A detenção ocorreu após a coleta de provas que indicaram sua participação no desaparecimento e assassinato da família.
O caso teve início em janeiro, quando Silvana e seus pais desapareceram de forma inexplicável. A polícia descobriu que, antes do sumiço, os celulares de Silvana foram utilizados por Cristiano, que simulou uma ligação e enviou mensagens de áudio imitando a voz dela para atrair os pais da ex-esposa, alegando que precisava de ajuda.

Conforme as investigações, ele utilizou uma tecnologia de inteligência artificial para criar uma simulação da voz de Silvana, manipulando as vítimas para que se encontrassem com ele, onde, posteriormente, foram assassinadas.
“Mãe, eu me envolvi em um acidente no carro de uma amiga. Fui dar uma volta com ela e o carro capotou. Estamos no hospital. Cheguei bem em casa, mas teve um problema aqui, um fio de luz entrou em curto na sala e quase pegou fogo, pede para o pai vir aqui me ajudar, será que ele consegue vir rapidinho?”, diz o áudio manipulado.
Ouça:
@g1 ATUALIZAÇÃO ⚠️ O policial militar suspeito de matar três membros da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, usou uma tecnologia de inteligência artificial para simular a voz de Silvana de Aguiar, sua ex-companheira que está desaparecida desde o final de janeiro. Nos áudios, ele imita a voz de Silvana para atrair os pais dela. Ouça acima. Segundo a polícia, ele assassinou ambos após atraí-los com um pedido de ajuda falso de Silvana. A mulher já estava desaparecida quando os áudios foram enviados. #g1 #tiktoknotícias #g1local #riograndedosul
Durante as investigações, a polícia constatou que Cristiano contou com o auxílio de familiares e amigos, incluindo sua atual esposa, que também foi indiciada por ocultação de cadáver, fraude processual e falso testemunho. O irmão de Cristiano e outros familiares foram implicados por participarem da destruição de provas e tentarem encobrir os vestígios do crime.
As autoridades também descobriram que ele destruiu câmeras de segurança e tentou esconder materiais, como HDs, que poderiam conter evidências do crime.
Ao longo do processo, os investigadores realizaram buscas por Silvana e seus pais em áreas rurais e florestas próximas a Cachoeirinha. Em fevereiro, a polícia confirmou que o caso se tratava de feminicídio, e as buscas pelos corpos continuaram com o auxílio de cães farejadores.