Estados Unidos investem mais de R$ 140 bilhões na batalha contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Desde o início do conflito com o Irã, os Estados Unidos já investiram entre US$ 28 bilhões (aproximadamente R$ 140 bilhões) e US$ 35 bilhões (cerca de R$ 175 bilhões), conforme estimativas do Pentágono. A guerra tem provocado um consumo acelerado do arsenal militar, com um uso preocupante de mísseis de cruzeiro furtivos de longo alcance, mísseis Tomahawk e interceptores Patriot.

Os mísseis de cruzeiro, destinados a confrontos com potências como a China, estão sendo utilizados em grande quantidade, levando os estoques do Pentágono a níveis alarmantes. As Forças Armadas dos EUA também têm empregado armas dispendiosas, como os interceptores Patriot, que custam mais de US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões) cada, em resposta a mísseis iranianos.

O aumento dos gastos em munição, que abrange não apenas esses interceptores, mas também mísseis de precisão, está esgotando os estoques globais, obrigando o Pentágono a transferir armamentos da Ásia e da Europa para o Oriente Médio.

A falta de certos tipos de munição, como mísseis de ataque terrestre e de defesa antimíssil, está afetando a capacidade dos EUA de reagir a outras ameaças internacionais, como as provenientes da Rússia e da Coreia do Norte.

Fumaça em Teerã, Irã. Foto: AP

O conflito com o Irã também expôs a dependência excessiva dos EUA em relação a armamentos custosos, especialmente os interceptores de defesa aérea. Embora o Pentágono tenha firmado contratos de longo prazo com empresas do setor de defesa, como a Lockheed Martin, para aumentar a produção de sistemas como os mísseis THAAD, o progresso na produção ainda é limitado. Isso implica que o reabastecimento dos estoques de armas pode levar anos para ser concluído.

Além dos impactos financeiros, o uso intenso de mísseis e outras munições tem causado uma diminuição nas capacidades de defesa em outras áreas. A realocação de tropas e equipamentos de defesa de regiões como o Pacífico para o Oriente Médio diminuiu a presença militar dos EUA em locais estratégicos como a Coreia do Sul, onde sistemas de defesa antimíssil, como os interceptores do sistema THAAD, estão sendo transferidos para aumentar a proteção contra os mísseis iranianos.

Esse cenário deixou os comandos militares em outras regiões mais expostos, afetando diretamente a dissuasão contra possíveis ataques, como os provenientes da Rússia.

Com o conflito com o Irã em andamento, os comandantes militares regionais enfrentam uma carência de armamentos essenciais para operações e exercícios militares. Em regiões como a Europa, os estoques de armas cruciais para a defesa do flanco leste da Otan contra a Rússia estão sendo rapidamente diminuídos.

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