
Uma denúncia envolvendo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco trouxe à tona irregularidades no ambiente de treinamento de novos militares. Uma aluna do curso de praças relatou que seu cantil foi contaminado durante uma atividade na Academia de Bombeiros Militar dos Guararapes, no dia 9 de abril. As informações foram obtidas através do Metrópoles.
Conforme o depoimento, a situação ocorreu durante uma atividade de Armamento, Munição e Tiro. A estudante mencionou que, ao voltar para beber água, notou que seu cantil estava em um lugar diferente. Ao experimentar o líquido, percebeu um gosto peculiar e decidiu investigar o que havia dentro.
Ao abrir o cantil, descobriu uma substância esbranquiçada, turva e gelatinosa na tampa. Segundo seu relato, o odor levantou suspeitas de que se tratava de sêmen. Outros colegas foram chamados e confirmaram a mesma impressão sobre o que foi encontrado.
A aluna registrou fotos e vídeos e compartilhou com seus colegas. Após a atividade, ela procurou a liderança para formalizar a reclamação. O depoimento indica que o cantil foi deixado inicialmente sobre uma mureta e, em momentos posteriores, foi encontrado no chão, ainda em pé.

De acordo com a estudante, durante o intervalo e o término da atividade, não notou movimentações suspeitas, embora não tenha mantido vigilância constante. Ela afirmou que apenas membros do pelotão e da equipe de instrução estavam circulando pelo local.
Após o incidente, a aluna decidiu manter o cantil em sua posse para evitar novas alterações. O caso surge após outras denúncias na mesma turma, relacionadas a assédio moral, sexual e ameaças, que foram analisadas e arquivadas devido à falta de evidências.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre quem teria causado a suposta contaminação. A situação gerou questionamentos sobre a segurança e o controle dentro da corporação durante o treinamento.
Em comunicado, o Corpo de Bombeiros informou que iniciou uma investigação interna. “O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) declara que, desde que tomou conhecimento do ocorrido, tomou as medidas necessárias para esclarecer as circunstâncias do fato […]”