“Raça maldita”: quem é o conselheiro de Trump que atacou brasileiras

Donald Trump e Paolo Zampolli. Foto: Reprodução

Paolo Zampolli, conselheiro do presidente Donald Trump, afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas” para causar confusão. A declaração foi feita durante uma entrevista à emissora italiana RAI, na qual ele também usou termos ofensivos e misóginos ao falar sobre uma mulher identificada como Lídia.

“As mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas”, disse o empresário. Ele ainda se referiu a Lídia como “uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.

Nascido em Milão, na Itália, Zampolli se mudou para os Estados Unidos nos anos 1990, onde fundou uma agência de modelos e ganhou destaque por seu trabalho com grandes nomes da moda. Ele virou uma figura influente no país com o negócio.

O empresário é reconhecido por ter apresentado Melania Knauss a Donald Trump em 1998, o que levou ao casamento entre eles em 2005. Hoje, Zampolli ocupa o cargo de enviado especial para assuntos globais no governo Trump, atuando como intermediário entre a Casa Branca e outros governos e investidores.

Além de sua carreira como empresário, Zampolli tem uma vida pessoal conturbada. Foi casado por 20 anos com Amanda Ungaro, uma brasileira com quem teve um filho. O casamento terminou após acusações de abuso sexual e violência doméstica feitas por Amanda.

Ela também declarou que chegou aos Estados Unidos em um voo de Jeffrey Epstein, que foi condenado por tráfico sexual de menores e morreu em 2019 na cadeia.

onald e Melania Trump com Paolo Zampolli e Amanda Ungaro. Foto: Reprodução

Zampolli também esteve envolvido em uma tentativa de interferir na Copa do Mundo, sugerindo à Fifa a exclusão do Irã do torneio para incluir a Itália, que não havia se classificado. Ele informou que fez o pedido diretamente ao presidente da organização, Gianni Infantino.

Mesmo com as acusações, Zampolli segue mantendo sua influência na política e nos negócios, especialmente devido à sua proximidade com figuras como Donald Trump.

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