Prefeitura no interior de SP é alvo de ação da PF por aporte de R$ 13 milhões no Master

Letreiro em Santo Antônio de Posse. Foto: reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) uma operação para aprofundar as investigações sobre aportes de R$ 13 milhões feitos pelo fundo de previdência dos servidores de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo, no Banco Master. Batizada de Moral Hazard, a ação apura suspeitas de gestão temerária no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município e amplia a pressão sobre investimentos de fundos públicos na instituição controlada por Daniel Vorcaro.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim, além de medidas de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens. As decisões foram autorizadas pela 9ª Vara Federal de Campinas.

Em nota, a PF informou: “A investigação teve início a partir de informações encaminhadas pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que apontaram possíveis irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado”.

Segundo o UOL, um dos principais pontos sob suspeita é o descumprimento de normas que regem esse tipo de aplicação. A autarquia municipal não teria respeitado critérios de segurança, liquidez e diversificação exigidos para investimentos de fundos previdenciários. Outro problema identificado foi o excesso de exposição ao risco. Pela política de investimentos do RPPS, o limite para ativos bancários era de 1%, mas uma única aplicação no Master teria comprometido 6,48% de todos os ativos da carteira.

Fachada do Banco Master. Foto: reprodução

As investigações também apontam fragilidades no processo decisório que autorizou o aporte. Entre elas, ausência de estudos técnicos prévios, falta de análise comparativa de mercado e decisões tomadas sem avaliação adequada dos riscos. Para a Polícia Federal, esse conjunto de fatores pode indicar falhas graves na condução dos recursos destinados à previdência dos servidores municipais.

A operação em São Paulo é mais um desdobramento do caso Master, que já alcançou fundos de previdência estaduais e municipais em diferentes regiões do país.

Já entraram no radar da PF aplicações feitas pelo Rioprevidência, no Rio de Janeiro, pela Amazonprev, no Amazonas, e pela Amapá Previdência. No caso da Amazonprev, o investimento no Banco Master chegou a pelo menos R$ 50 milhões em junho de 2024, conforme o Relatório Anual de Investimentos daquele ano.

No Amapá, a previdência estadual realizou aportes de R$ 470 milhões no banco em 2024. Já no caso da Rioprevidência, os valores investidos no Master giram em torno de R$ 1 bilhão. Com a nova operação, a PF aprofunda uma frente de investigação que mira o uso de recursos públicos de previdência em aplicações de alto risco e de possível irregularidade.

Artigo Anterior

Merval sugere que Vorcaro presenteou Moraes com apartamento de luxo em novo vídeo

Próximo Artigo

Os próximos passos para o fim da escala 6×1 no Congresso

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!