
O Secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, foi afastado do cargo. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou na noite de quarta-feira que Phelan deixaria a função “com efeito imediato”.
Fontes da CNN revelaram que a Phelan foi dada a opção de pedir demissão ou ser demitido, mas não ficou claro qual decisão ele tomou.
Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, agradeceu a Phelan pelos serviços prestados aà Marinha dos EUA e desejou sucesso em seus futuros empreendimentos. O Subsecretário Hung Cao assumirá como Secretário interino.
A demissão ocorre enquanto a Marinha dos EUA continua com um bloqueio naval aos portos iranianos durante um cessar-fogo na guerra com o Irã. Até agora, as forças dos EUA redirecionaram 29 navios de volta aos portos e realizaram abordagens a dois barcos.
Havia tensões ao longo de meses entre Phelan e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que acreditava que Phelan estava avançando muito lentamente nas reformas da construção naval e se irritou com a comunicação direta de Phelan com Trump, que Hegseth interpretou como uma tentativa de evitá-lo.
O Subsecretário de Defesa, Steve Feinberg, também queria assumir responsabilidades importantes na construção de navios e aquisições da Marinha, tarefas que geralmente estariam sob a alçada de Phelan.
Phelan, que não tem experiência militar, foi empresário e arrecadou milhões de dólares para a campanha de Donald Trump antes de ser nomeado secretário da Marinha em 2025. Trump, na ocasião, afirmou que Phelan seria uma força poderosa para os membros da Marinha e um líder firme na realização de sua visão “America Em Primeiro Lugar”, colocando os negócios da Marinha dos EUA acima de tudo.
Ainda não está claro o que levou à saída de Phelan, que é a primeira baaixa entre os secretários militares nomeados por Trump. No entanto, desde que assumiu o comando do Pentágono, Hegseth já removeu vários oficiais militares de alto escalão de diferentes forças armadas.
A saída de Phelan aconteceu na mesma semana em que estava sendo realizada uma importante conferência anual marítima, perto de Washington, onde Phelan e outros líderes seniores da Marinha participaram e fizeram discursos.
A CNN havia reportado anteriormente que o nome de Phelan apareceu em um manifesto de voo mostrando que ele viajou em 2006 no avião de Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O manifesto indicava que Phelan voou com Epstein, vários outros financistas e um passageiro que parecia ser o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, próximo de Epstein e acusado de abuso sexual de menores, e que foi encontrado morto na prisão em 2022.
Um amigo próximo de Phelan afirmou que ele foi convidado a voar no avião por Jimmy Cayne, CEO da Bear Stearns, que faleceu em 2021. O amigo afirmou que Phelan não sabia que voaria no avião de Epstein até chegarem lá e que não interagiu ou falou com Epstein após o voo.