
O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), anunciou nesta terça-feira (21) que está realizando um “levantamento” sobre prefeitos, vereadores, líderes e filiados do Partido Liberal que não estão promovendo a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Em sua declaração, Carlos comentou: “É alarmante notar que a grande maioria [dos membros do partido] não fez nenhuma postagem sobre o assunto nos últimos 4 meses, desde o início da corrida eleitoral.” Ele também acrescentou: “Sem as tias do zap e os tios do churrasco, o Brasil já teria enfrentado dificuldades há muito tempo.”
O ex-vereador informou que essa pesquisa será realizada mesmo com possíveis reações adversas dentro do partido. “Estou ciente de que, pessoalmente, não ganho nada com isso e, na verdade, posso gerar ‘descontentamento’ e até ‘perda de apoio’ por parte de alguns. Mas isso não me preocupa, pois sigo minha consciência e meus princípios com tranquilidade”, afirmou.
Estou realizando um levantamento sobre prefeitos, vereadores, líderes, seções partidárias e filiados do Partido Liberal que apoiam ou não o pré-candidato à presidência @FlavioBolsonaro. É chocante perceber que a maioria esmagadora não tem uma única postagem sobre o tema há…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) 21 de abril de 2026
Carlos Bolsonaro não especificou como pretende utilizar a lista nem quais serão as implicações para os nomes nela contidos. Ele também se posiciona como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
A declaração surge em meio a recentes episódios de divergências internas no Partido Liberal. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto (PL), já havia declarado anteriormente: “Não podemos nos desentender. Precisamos ter paciência. Devemos pensar no [Jair] Bolsonaro. Veja o que está passando.”
No começo de abril, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após este compartilhar uma publicação de um perfil considerado opositor da família. O ex-deputado também comentou: “Acredito que o apoio está aquém do necessário. Aqueles que foram eleitos ou que estão sob a proteção de Jair Bolsonaro, que se dizem seguidores de suas ordens e diretrizes, deveriam se empenhar mais na campanha de Flávio.”