Depois de três dias e meio de debates intensos, que contaram com a participação de cerca de 1400 ativistas de diversas partes do Brasil, entre delegados escolhidos nas bases, observadores e representantes de várias organizações da classe trabalhadora e de setores populares, o 6º Congresso da CSP-Conlutas concluiu-se na tarde do dia 21 reafirmando seu compromisso com a autonomia sindical, popular e a independência de classe.
Foram credenciados 1026 delegados e 299 observadores de todas as regiões do país. “Reunimos quase 1400 ativistas de todo o Brasil, oriundos de movimentos sindicais, populares, indígenas, quilombolas e de lutas contra a opressão, que aprovaram um plano de ações com independência de classe,” declarou Atnágoras Lopes, dirigente operário do PSTU que integrou o Bloco Classista Operário e Popular durante o evento. “Saímos daqui com um plano de ações para confrontar o governo Lula, mantendo nosso combate firme contra qualquer iniciativa da ultradireita,” acrescentou.
Além do plano de ações, a própria realização do congresso reafirmou o caráter autônomo da central. “Foi um esforço coletivo em todo o país, com a venda de rifas, campanhas de arrecadação e contribuições de sindicatos, que possibilitaram este importante momento de fortalecimento da entidade, que há 20 anos se mantém como uma alternativa de luta e independente para a classe trabalhadora,” definiu.
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Internacionalismo
Outro ponto crucial do congresso foi a reafirmação de seu caráter internacionalista, que tem sido uma marca ao longo de suas duas décadas de história. “Contamos com a participação de 40 ativistas de 10 países, expressando nossa solidariedade com as lutas do povo ucraniano, cubano e iraniano, sem confundir essa defesa com a dos respectivos governos, além de gritar em alto e bom som: Palestina livre, do rio ao mar,” relatou Atnágoras.
Luta contra as opressões
Outro destaque deste 6º congresso foi a luta contra as opressões, especialmente em relação ao feminicídio e à violência de gênero, em um momento em que o Brasil enfrenta uma epidemia de ataques às mulheres. “Reafirmamos nossa exigência para que o governo Lula realmente invista em políticas de proteção e apoio às mulheres, além de punir os agressores.” A luta contra o racismo e a LGBTIfobia também foram reforçadas.
“Saímos daqui mais fortalecidos para, a partir do 1º de maio, irmos às ruas em defesa das reivindicações dos trabalhadores, com independência de classe, enfrentando tanto o governo Lula quanto a extrema direita,” conclui.