O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer, a partir desta segunda-feira (24), o medicamento Zolgensma para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1 em 18 estados.

A terapia genética, considerada uma das mais caras do mundo, está avaliada em pelo menos R$ 7 milhões através da rede privada, já no SUS, o pagamento pelo governo será condicionado aos resultados do tratamento, monitorados por especialistas ao longo de cinco anos.

A AME é uma doença rara que compromete os movimentos e a respiração, impedindo a produção de uma proteína essencial para os neurônios motores, a doença pode ser fatal antes dos dois anos de idade. Em 2023, entre os 2,8 milhões de nascidos no Brasil, estima-se que 287 tenham a condição, segundo o dados divulgados pelo IBGE.

A incorporação do Zolgensma ao SUS foi viabilizada por um Acordo de Compartilhamento de Risco entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Novartis.

“Pela primeira vez, o Sistema Único de Saúde vai oferecer essa terapia gênica inovadora para o tratamento dessas crianças. Com isso, o Brasil passa a fazer parte dos seis países a garantirem essa medicação no sistema público. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas famílias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O medicamento será disponibilizado para crianças de até seis meses de idade que não estejam sob ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas diárias. O tratamento pode proporcionar avanços motores, como engolir, mastigar e manter a postura corporal.

Os pacientes serão atendidos em 28 unidades de referência para AME espalhadas por 18 estados:

  • Alagoas;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso;
  • Pará;
  • Paraíba;
  • Pernambuco;
  • Piauí;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • São Paulo.

Desde 2020, o Ministério da Saúde já investiu R$ 1 bilhão na oferta do Zolgensma, atendendo a 161 ações judiciais e garantindo assistência especializada. Entre 2022 e 2024, o número de consultas e exames para doenças raras no SUS mais que dobrou, saltando de 29.806 para 60.298 registros.

*Com informações do G1

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Last Update: 24/03/2025