
Jamil Chade, jornalista e colunista do UOL, publicou nesta sexta-feira (23) um artigo intitulado “Revolucionárias, fotos de Sebastião Salgado desnudaram o mundo”, no qual reflete sobre o impacto das obras do renomado fotógrafo brasileiro.
“As fotos de Sebastião Salgado desnudaram o mundo. Seus retratos tiveram um impacto tão revolucionário quanto o momento em que a humanidade viu sua própria casa a partir do universo, há meio século. Ao revelar a Terra em sua complexidade e humanidade, Salgado nos convida a enxergar além das aparências, despertando uma consciência crítica sobre as realidades sociais e ambientais que nos cercam”, afirma.
Chade compara o efeito das imagens de Salgado à icônica fotografia da Terra capturada pela missão Apollo 8 em 1968, destacando que, nas obras do fotógrafo, “a Terra não era apenas azul. Ela era múltipla, digna, profunda, injusta, forte, linda. E, acima de tudo, humana.”
O autor enfatiza que “as tais fotografias” proporcionaram uma compreensão profunda de um planeta em constante transformação e da interdependência entre populações e seus ecossistemas.
Em um contexto de desafios existenciais que exigem respostas estruturais, Chade descreve as imagens de Salgado como “poemas de esperança, reconhecimento de humildade e instrumentos de insurreição de consciências.”
O colunista conclui que, enquanto a fotografia da Apollo 8 mostrava a Terra coberta de nuvens, Salgado conseguiu desnudá-la, revelando a essência da humanidade:
“Em 1968, quando a Apollo 8 tirou as tais fotografias, ela aparecia inteira. Porém lá não estava nua. E sim, coberta de nuvens. Salgado desnudou a Terra e a Humanidade. Quem jamais, te esqueceria”.
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