Sebastião Coelho

Sebastião Coelho, ex-desembargador do TJDFT e advogado do ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins, foi detido por algumas horas nesta terça-feira (25) após gritar palavras de ordem no Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento de uma denúncia contra Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado. Mesmo sem estar no plenário, interrompeu a sessão ao gritar “arbitrário” enquanto o ministro Alexandre de Moraes lia seu relatório.

Afastado da magistratura desde setembro de 2022, Coelho é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeita de incentivar atos golpistas quando ainda era desembargador. Além disso, participou ativamente dos acampamentos bolsonaristas instalados diante do Quartel-General do Exército, em Brasília, onde apoiadores do ex-presidente pediam uma intervenção militar após o resultado das eleições.

Natural de Santana do Ipanema (AL), Coelho tem 69 anos e foi juiz em diversas varas do DF antes de se tornar desembargador em 2013. Em agosto de 2022, ainda no exercício do cargo, anunciou sua saída do Tribunal Regional Eleitoral do DF com ataques diretos ao Supremo. Em sessão oficial, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes havia feito uma “declaração de guerra ao País”.

Sebastião Coelho quando atacou ministros do STF em julgamento de golpista do 8 de janeiro

O CNJ quebrou o sigilo bancário do ex-desembargador após declarações públicas e por sua presença em atos antidemocráticos. As manifestações de Coelho foram registradas tanto em redes sociais quanto em eventos convocados por bolsonaristas que rejeitavam a vitória de Lula nas urnas.

Coelho já havia defendido outro acusado nos processos ligados ao 8 de janeiro. No julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, preso em flagrante no Senado durante a invasão, ele atacou verbalmente os ministros do Supremo, chamando-os de “as pessoas mais odiadas do Brasil”. Seu cliente foi condenado a 17 anos de prisão.

Mesmo fora do plenário, Sebastião Coelho voltou a causar tumulto no STF ao gritar contra os ministros durante a leitura do relatório. Foi retirado do local por seguranças. A sessão prosseguiu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dando continuidade aos trabalhos.

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Last Update: 25/03/2025