O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciaram nesta terça-feira (25) que a partir de 2026, o Brasil vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) 60 milhões de doses da vacina contra a dengue.
O plano de imunização será viável tendo em vista a produção em larga escala do imunizante nacional, resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Biologics. Assim, a capacidade produtiva da vacina aumentará em 50 vezes.
O investimento total na parceria é de R$ 1,26 bilhão. Estão previstos ainda mais R$ 68 milhões em estudos clínicos para ampliar a imunização contra a chikungunya.
Ainda que a vacinação em massa da população seja a prioridade do governo, o Planalto reforma as ações preventivas para evitar a disseminação da doença.
Apenas este ano, o país registrou mais de 400 mil casos prováveis e 160 mortes causadas pela dengue, além de 387 óbitos em investigação.
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O governo anunciou ainda outros projetos incorporados à área da saúde. Um deles é a fabricação nacional da insulina Glargina, que envolve a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) pela Fiocruz (Unidade Bio-Manguinhos) e a ampliação da fabricação do produto final pela Biomm, empresa que recebeu o registro para a produção da insulina.
A partir do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do MS, o país vai produzir ainda até 8 milhões de doses anuais contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que vai suprir a demanda do SUS e viabilizar a expansão da imunização para a população idosa.
Entre 2023 e 2027, o governo deve investir 1,26 bilhão nas vacinas, com a estimativa de que serão evitadas 28 mil internações anuais devido a complicações do VSR.
As parcerias do MS vão aumentar ainda para 30 milhões de doses ao ano a capacidade da indústria nacional de produzir a vacina Influenza H5N8. Além de estoque estratégico, o Brasil será capaz ainda de apresentar uma resposta rápida e eficaz a futuras emergências.
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