O policial militar que matou um homem negro com tiros nas costas em São Paulo teve sua prisão decretada nesta quinta-feira 5 pela Justiça. Com a decisão, ele será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.

O agente, que estava de folga, atirou em Gabriel Renan da Silva Soares, acusado de furtar materiais de limpeza de um supermercado. O caso aconteceu em 3 de novembro, na Zona Sul da capital paulista, e foi registrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram o rapaz pegando produtos da seção de limpeza e, em seguida, escorregando ao pisar em um pedaço de papel ao tentar sair do estabelecimento. O PM, que estava no caixa do estabelecimento à paisana, sacou uma arma e atirou diversas vezes pelas costas do homem, até ele cair. Foram 11 marcas de tiros, segundo o boletim de ocorrência.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, familiares da vítima foram ouvidos e diligências estão em andamento para identificar e qualificar a testemunha que esbarrou na vítima durante sua fuga do estabelecimento comercial, momentos antes de ser alvejada.

A PM de São Paulo tem sido alvo de críticas após outro episódio violento protagonizado por agentes de segurança. No começo desta semana, um PM arremessou um homem do alto de uma ponte na Zona Sul da capital, enquanto outros agentes acompanhavam a movimentação e não reagiram.

O episódio foi registrado em vídeo. As imagens mostram quatro PMs. Um deles levanta uma moto que estava no chão. Os outros dois observam, enquanto o quarto carrega um homem usando camisa azul até a beirada da ponte, antes de arremessá-lo. A vítima sobreviveu.

Ao comentar os dois casos, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse que não será tolerado “nenhum tipo de desvio de conduta, de nenhum policial, no estado de São Paulo”.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se manifestou nas redes sociais. “Aquele que atira pelas costas, aquele que chega ao absurdo de jogar uma pessoa da ponte, evidentemente não está à altura de usar essa farda. Esses casos serão investigados e rigorosamente punidos”, escreveu.

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Last Update: 05/12/2024