Para os petistas, “declarações de conteúdo manifestamente falso, foram reproduzidas em redes bolsonaristas, com o claro intuito de semear pânico financeiro, induzindo correntistas e investidores a acreditarem que a instituição financeira pública estaria em situação de colapso iminente”

 

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara dos Deputados apresentaram, nesta sexta-feira (29/8), representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), por disseminação de informações falsas com potencial de provocar pânico financeiro e corrida bancária.

De acordo com documento, encabeçado pelo deputado federal Reimont (PT-RJ) e assinado por outros 21 parlamentares petistas, entre as declarações a serem investigadas estão: a fala de Eduardo Bolsonaro – “O Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que vai levá-lo à falência”. Além da fala de Gustavo Gayer – “Tirem seu dinheiro dos bancos. Moraes vai quebrar o Brasil”.

Para os petistas, “as declarações de conteúdo manifestamente falso, foram reproduzidas e amplificadas em redes bolsonaristas, com o claro intuito de semear pânico financeiro, induzindo correntistas e investidores a acreditarem que a instituição financeira pública estaria em situação de colapso iminente”.

Economia brasileira atacada

Os parlamentares bolsonaristas também associaram falsamente o Banco do Brasil à Lei Magnitsky, difundindo risco de sanções internacionais.

Ainda de acordo com o texto, o Banco do Brasil é símbolo da soberania nacional e peça-chave para o desenvolvimento do país. Atacá-lo com fake news ameaça a estabilidade do sistema financeiro e coloca em risco a economia de milhões de brasileiros. Defendê-lo é defender o interesse público e a ordem econômica.

Conduta criminosa

A representação aponta possível violação à Lei do Sistema Financeiro Nacional, à Lei de Crimes contra a Economia Popular e à Lei de Organização Criminosa, além de sugerir conexão com a rede de desinformação já investigada no Inquérito 4995.

Diante dos fatos alegados, a bancada fez o pedido que inclui medidas cautelares como bloqueio de perfis digitais, suspensão de passaporte e suspensão dos mandatos parlamentares.

Além de Reimont, também assinaram o documento os seguintes parlamentares: Airton Faleiro (PT-PR), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Denise Pessôa (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF), Fernando Mineiro (PT-RN), Helder Salomão (PT-ES), Jack Rocha (PT-ES), Jorge Solla (PT-BA), José Airton Cirilo (PT-CE), Kiko Celeguim (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Merlong Solano (PT-PI), Nilto Tatto (PT-SP), Padre João (PT-MG), Paulão (PT-AL), Pedro Uczai (PT-SC), Rogério Correia (PT-MG), Rui Falcão (PT-SP), Tadeu Veneri (PT-PR), Waldenor Pereira (PT-BA) e Welter (PT-PR).

 

Leia abaixo a íntegra do documento:

Representação ao STF e PGR – Possível crime contra o sistema financeiro nacional

Elisa Alexandre

 

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Last Update: 29/08/2025