Operários da construção civil de Belém, capital do Pará, em campanha salarial, cobram salários e direitos padrão COP 30.
Ontem (28/8), a categoria realizou uma assembleia massiva no meio da avenida 9 de Janeiro, em frente a sede do sindicato, e rejeitou por unanimidade a proposta rebaixada apresentada pela patronal de reajuste de 5,3% nos pisos salariais e de R$ 6,60 no vale-alimentação.
“A cidade está cheia de obras para a COP 30 realizada por nós operários e operárias da construção civil. Querem tudo no padrão de qualidade, mas querem nos pagar um miséria de reajuste salarial e no vale-alimentação. Isso é uma provocação do sindicato patronal. Vamos responder com luta e mobilização“, diz Ailson Cunha, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Belém (STICMB) e militante do PSTU.
Na assembleia foi aprovada a manutenção da pauta apresentada à patronal, apontando os seguintes pontos prioritários:
— Aumento real de 5%;
— Reposição da inflação de 5,13%;
— R$300 de cesta básica;
— R$ 412 a título de participação nos lucros e resultados (PLR);
— Classificação às operárias mulheres;
— Fim do meio oficial.
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