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A atriz Mikey Madison, de 25 anos, surpreendeu ao levar o prêmio de Melhor Atriz no Oscar 2025 por sua atuação em “Anora”. A vitória repercutiu fortemente nas redes sociais, já que a disputa era esperada entre Fernanda Torres, indicada por “Ainda Estou Aqui”, e Demi Moore, por “A substância”. A premiação consolidou Madison como uma das grandes revelações de Hollywood. Com informações do G1.
Demi Moore era considerada a favorita pela maioria dos veículos especializados, especialmente após sua vitória no Sindicato dos Atores (SAG). Desde 1994, apenas sete vezes a vencedora do SAG não levou o Oscar. No entanto, o crítico de cinema Waldemar Dalenogare, em entrevista à Globonews, destacou que a Academia demonstrou grande apreço por “Anora”, filme que concorreu em seis categorias e venceu cinco, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro.
Sobre a derrota de Fernanda Torres, Dalenogare explicou que, apesar de a Academia estar em um processo de internacionalização, ainda há dificuldades em reconhecer atuações fora do eixo EUA-Reino Unido. “Existe um problema de identificar uma boa atuação fora desse eixo”, afirmou.
Já a escolha por Mikey Madison também reforçou a tendência da Academia de rejeitar filmes de terror. “A substância”, de Demi Moore, era um representante do gênero, que historicamente é visto com preconceito pela premiação.
Fabiana Lima, crítica da Abraccine e do Critics Choice, ressaltou que essa exclusão não se limita ao terror, mas a qualquer filme considerado “de gênero”. “Filmes de comédia, de ação, de terror… esses são considerados menos prestigiosos historicamente. A Academia sempre privilegiou filmes que, além de prestígio, tenham valor de produção e histórias marcantes”, explicou.
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Apesar de não sair da cerimônia com uma estatueta, Fernanda Torres foi amplamente elogiada por sua campanha e pela repercussão de “Ainda Estou Aqui” no exterior. O filme foi exibido em mais de 700 salas nos EUA, o maior circuito já alcançado por uma produção brasileira no país.
A escolha dos vencedores do Oscar envolve um processo complexo. No início do ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que 323 filmes eram elegíveis em 23 categorias, com 207 deles pré-selecionados para Melhor Filme. Os mais de dez mil membros da Academia votam apenas nas categorias relacionadas às suas áreas de atuação.
O Brasil tem 52 eleitores na Academia, incluindo nomes como Fernanda Montenegro, Walter Salles e Sônia Braga. Em janeiro, os indicados são anunciados, com até dez filmes concorrendo a Melhor Filme. Na fase final, todos os membros podem votar em quantas categorias desejarem, desde que tenham assistido aos filmes.
Na maioria das categorias, o vencedor é decidido por maioria simples. Já para Melhor Filme, o sistema de preferência é utilizado: os membros ranqueiam os filmes do primeiro ao décimo lugar, e o vencedor precisa obter pelo menos 50% dos votos na primeira posição.
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