O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre, vítima de complicações de uma pneumonia. Internado desde 11 de agosto na UTI do Hospital Moinhos de Vento, o autor deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana. A despedida acontece neste sábado, a partir das 12h, no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Um dos maiores cronistas do Brasil

Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma trajetória literária que o consagrou como um dos autores mais populares do país. Publicou mais de 80 livros e vendeu 5,6 milhões de exemplares. Entre suas obras mais conhecidas estão As Mentiras que os Homens Contam, O Analista de Bagé, Ed Mort e Outras Histórias e Comédias da Vida Privada, que ganhou adaptação televisiva de grande sucesso na Rede Globo.

O impacto de sua obra foi lembrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se manifestou em nota:
“Luis Fernando Veríssimo, um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo, nos deixou hoje aos 88 anos de idade. Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com a Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares.”

Paixões e legado cultural

Sua carreira começou no jornal Zero Hora, em 1966, e se consolidou com crônicas, contos e colunas em veículos como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora. Criador de personagens marcantes, também foi roteirista do programa de humor TV Pirata, nos anos 1980.

Além da literatura, Verissimo tinha duas grandes paixões: o jazz e o futebol. Tocava saxofone e colecionava discos do gênero musical. No esporte, era torcedor fervoroso do Internacional, clube ao qual dedicou o livro Internacional, Autobiografia de uma Paixão. Cobriu Copas do Mundo desde 1986 e escreveu crônicas celebradas pelos colorados, como “Não me acordem”, sobre o título mundial do Inter em 2006.

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com agências

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Last Update: 30/08/2025