
O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta quarta-feira (26) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) descreveu “de forma satisfatória” os crimes atribuídos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus aliados por tentativa de golpe de Estado. Ele indicou que aceitará a denúncia.
Durante o voto no julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes declarou: “Na hipótese em análise, a Procuradoria-Geral da República, nos termos do artigo 41 do Código de Processo Penal, descreveu satisfatoriamente os fatos ilícitos em todas as suas circunstâncias, dando aos acusados o amplo conhecimento dos motivos e das razões pelas quais foram denunciados”.
No início de sua manifestação, o relator retomou trechos da acusação e avaliou que a peça apresentada pela PGR é “amplamente satisfatória”, acrescentando que a denúncia expôs, de forma “detalhada e coerente”, os fatos criminosos envolvendo Bolsonaro e outros sete denunciados.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta quarta-feira (26) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) foi capaz de demonstrar na denúncia da trama golpista de 2022 que aponta o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) como líder da organização.
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— Folha de S.Paulo (@folha) March 26, 2025
Moraes também exibiu imagens dos atos de 8 de janeiro, além de outros episódios de depredação que ocorreram após a derrota de Bolsonaro nas eleições. Ao comentar uma das cenas em que apoiadores do ex-presidente aparecem concentrados na Praça dos Três Poderes, ele observou: “Nenhuma Bíblia é vista”.
Segundo Moraes, “pessoas de boa-fé acabam sendo enganadas pelas pessoas de má-fé que, com pessoas com más intenções e milícias digitais, acabam dizendo que eram velhinhas com a Bíblia na mão, com batom e foram lá só passar um batonzinho na estátua”.
A declaração faz referência à cabeleireira bolsonarista Débora Rodrigues dos Santos, que responde em outra ação penal por participação nos atos golpistas do 8 de janeiro. Ela foi acusada de pichar a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente à sede do STF.
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