Lula reverte armamentismo de Bolsonaro e compra de armas cai 91% no país

O presidente Lula cumpriu a promessa de reduzir a quantidade de armas de fogo em posse da população, depois da flexibilização irresponsável adotada por Jair Bolsonaro para instaurar o caos no país. Levantamento inédito feito pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgado no domingo (6) revela queda de 91% nas compras pelos chamados CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), na comparação entre 2022 e 2024. 

No ano passado, foram adquiridas 39.914 armas, ante 448.319 no último ano do governo Bolsonaro, quando houve recorde de compras. A diminuição inclui todo tipo de armamento. A própria Folha reconheceu, em editorial, o acerto da atual administração em termos de segurança pública, classificando o armamentismo bolsonarista de “insensato”.

O jornal paulistano obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Eles foram analisados em parceria com o Instituto Sou da Paz. Os números são do Exército, que transferiu a fiscalização dos CACs à Polícia Federal (PF) no começo do mês. 

Controles mais rigorosos

Já em 2023, primeiro ano do governo Lula 3, a queda nas aquisições foi de 77%. No período, compraram-se 176.870 armas. Em 2025, até o mês de abril, são 18.065 novos registros.

Na avaliação de Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz, a queda de 91% em dois anos se deve às exigências feitas a partir de 2023, como a diferenciação entre categorias de CACs e controles mais rigorosos da ficha criminal.

“Mais do que manter a redução, o essencial é garantir que todos que registram armas cumpram integralmente os requisitos, especialmente as condições psicológicas, ocupação lícita e a ausência de antecedentes criminais. E que aqueles com registro ativo mantenham as condições para possuí-las”, esclarece Langeani.

Reversão do descalabro

No Brasil, atualmente, cerca de 1,5 milhão de armas estão nas mãos de 980 mil CACs, sendo que 932.551 delas foram registradas durante o governo Bolsonaro, e 234.849, no de Lula. Em editorial publicado na segunda (7), a Folha elogiou os resultados alcançados pela nova política de segurança.

“Ao gerir o setor de segurança pública com base em ideologia, em vez de técnica, Jair Bolsonaro flexibilizou por meio de decretos uma série de normas que restringiam o acesso a armas de fogo no país. Felizmente, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem conseguindo reverter o descalabro”, reconhece o jornal.

“A redução é bem-vinda, dado que tanto pesquisas científicas como experiências em outros países evidenciam que não só não há relação direta entre expansão do acesso a armas e diminuição de indicadores de criminalidade como verifica-se aumento de mortes que seriam evitáveis”, conclui o editorial.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

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